Verbos da Pinha

Eu parti a palavra ao meio

do pé pinheiro:

de bola fruta pinhão pulou

uma-uma toldo

em mosaico colorindo

fragmentos ao léu

após a explosão do pinho…

guarda-chuvou no céu: uma-uma

desceu pandora plen’em mim

molhou minh’alma de sons

e cores qu’em olhos vibravam

mil colores centrefugam

ao chão. Cata que cata

pinhas d’ex-bola pinhão:

sons aqui ali gritando uma-uma:

– “Me pegue!…” – “Me pegue!…”

– “Rasgue-me o véu!…”

– “Sou de Vênus!…” – “Sou de Apolo!…”

– “Sou trovador…”

– “Sou de vapor!…”

E cada qual em demanda

de verso vaporoso levita

cata que cata o impossível

instante…. Elfos (elas) sons

invisíveis levitam à copa-tropos

uma-um’ em bela bola fruta pinhão

no pé do pinheiro…

E cada qual em verbo retoma uno-verso

suspenso sempre em cantos: juntos

cantam aos Pinhos de sempres-junhos.

(de O Camaleão)

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