Crônica da Super Lua de Agosto

Crônica da SuperLua de Agosto

Foi neste agosto último o anúncio de que a SuperLua, após 18 anos viria novamente abraçar, abraçar mesmo, bem apertado, até por inteiro o Cristo Redentor e todos que lá estivessem. Então o povo estéril, muitos bem pra lá de tristes em suas emoções monetárias, saiu às ruas junto com os poetas, violeiros, trovadores, artistas gritando: “A lua vai abraçar o Cristo Redentor, as praias todas, vai trazer amizade e gentileza para as pessoas.” Ao ouvir isso, o Profeta Gentileza despertou-se de seu sono profundo e começou a caminhar pelas ruas dizendo poemas do profundo coração humano, poemas daqueles que despertam no homem Gentileza e Virtudes. Gentileza passou distribuindo a todos seus ensinamentos gravados em rosas, que dava às pessoas deste mundo de meu Deus, graças a Deus!…

Os supermercados ficaram abarrotados de pessoas comprando flores, taças e vinho, chocolate, arranjos de flores e outros tipos de pressentes, vendedores ambulantes trazendo o último buquê ou mesmo uma rosa que fosse… Todos assumindo o coração de poeta cortês do Gentileza, todos urgentes querendo arrumar um lugar para saudar o abraço apertado da SuperLua, que envolvia a cidade e todas as pessoas. E o Profeta Gentileza aqui na terra, no meio do povo ensinado como se faz para dizer uma frase de carinho ao próximo, como se faz para retribuir uma rosa, como se faz para abraçar o outro, quer seja conhecido ou não. “Assim… desarme-se de tudo que é defesa, trevas, vá suave no espírito, entregue-se de braços abertos. Vai, isso, você consegue, assim, diga comigo: Gentileza Gera Gentileza!”

Inveja, violência, intolerância, guerras foram exterminando-se de armas postas ao chão; incineradas pelo Abraço da Grande Lua e pelas frases de Gentileza. Braços levantados só para o abraço do outro. Sons de falas jurando uma vergonha na cara por um vácuo que há dentro do si de cada ser por anos tão violentos, mesquinhos disfarçados e escondidos em nós que impedem qualquer gesto afável, só mesmo a enorme Lua e Gentileza ensinando a velha-nova lei de sermos simples humanos; desarmados de qualquer herança brutal.

O dia amanheceu, muitos deitados ao abrigo dos pés do Cristo Redentor, outros espalhados pelas praias, sem nenhum molestar o outro. Quando acordaram, a SuperLua e o Profeta Gentileza estavam longe, certos de que cada um carregava agora um tanto de Gentileza dentro de si, livres de nossos modos de homens que temos, sempre e demasiadamente… assombrosos. Graças a Deus:

– Viva a SuperLua. Viva o Profeta Gentileza!!!

José Alaercio Zamuner

2 Respostas

  1. Parabéns por mais essa crônica José ( Tio Zezinho). Muito linda. Posso publica-la na integra no meu Face, como mensagem de Natal? Bj Filó

    • Olá, Filó, como vai? E o seu Toninho?
      Claro que pode, é um prazer ter minha crônica no seu Face.
      Este mês tem outra, especificamente para o Natal. Saiu na revista SuperHiper.
      Bem editada. Vou mandar. Mando a da Lua também, na edição da SuperHiper.
      Abraços, Filó.

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